domingo, 13 de maio de 2018

Resenha - A Vida é uma Tarde de Chuva


A Vida é uma Tarde de Chuva conta a história de Glenn, uma moça que vive na estrada, sempre viajando sozinha e sem destino. Em uma dessas estradas da vida a Glenn esbarra com um rapaz, Valiante, que oferece carona e pouco tempo depois os dois sofrem um acidente ocasionado por um rapaz parado na estrada.

Após o acidente, feridos, Glenn e Valiante são levados para Desídia, um pequeno vilarejo, que apesar de pacato guarda muitos mistérios. Aos poucos, Glenn e Valiante começam a interagir com a população local e vão entendendo um pouco sobre a história do vilarejo e o que levou àquela população a se tornar tão estranha. Descobrem que ali habita um monstro que se alimenta de de vida interior.

Diferentemente de Alice Black, também do Carlos Henrique e da Flávia, eu demorei a me apegar à personagem principal. De início não me afeiçoei a ela e a história, mas aos poucos com toda a construção dos personagens e a revelação dos mistérios da cidade, pouco a pouco fui me acostumando com a leitura, até não querer parar mais de ler. Quanto mais tempo Glenn e Valiante passam em Desídia, mais os dois desejam ficar ali.

Em Desídia, Glenn vive uma jornada de autoconhecimento, descobrindo mais sobre si mesma. A Glenn foi uma personagem que mostrou um grande crescimento ao longo do livro. Teve uma vida difícil e triste, quase sempre sozinha, cheia de medos e anseios, mas que não deixava isso transparecer para outras pessoas e se fazia de durona. Mas no fundo, Glenn era só uma garota machucada, com sentimentos que não compreendia e que a levou a afastar as pessoas e fugir de seus problemas.

E Valiante também é importante ao longo da história, ele é parte dos motivos da mudança e autoconhecimento de Glenn. Em meio aos mistérios da cidade e a evolução de Glenn, um sutil romance começa a surgir entre os dois. O rapaz não só cativou a personagem principal, mas também cativa os leitores.


O livro é da Pendragon, possui uma capa em acabamento fosco com uma linda ilustração, folhas amarelas e tamanho de fonte adequado para a leitura. Além disso, a escrita é leve, fluida e facilmente entendida por todos.

E como eu já havia falado antes, aqui no blog e nas redes sociais, eu quero agradecer a Flávia e o Carlos Henrique (@planosefugas) pela oportunidade de ler a obra deles. Desde que os conheci com Alice Black, princesinha do inferno, sou apaixonada com o trabalho do casal e a forma com que eles tratam seus leitores. O kit que eles me enviaram veio com o livro autografado, bloquinho, caneta e marcador de páginas, uma fofura!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Lapiseira roxa (e outros artigos de papelaria)

Há alguns dias eu participei de uma brincadeira em um grupo amorzinho do Facebook, o United Blogs, que consistia em dizer qual o objeto estava a sua direita e esse seria o nome do seu blog. A brincadeira acabou virando um desafio, que era escrever um post com esse nome.

Como eu estava estudando, o objeto que estava à minha direita era a minha lapiseira roxa e eu aproveitei a oportunidade que o desafio gerou, para mostrar minha coleção de lapiseira, lápis, e canetas. Sou apaixonada por coisinhas de papelaria, principalmente se forem coloridos! 

Esta é a lapiseira que deu origem ao post! Roxinha, da marca Pentel. Tenho também uma rosa (Pentel) e uma azul (Tilibra). Todas são 0,7.



Como já disse sou louca por canetas também. Na primeira foto, eu mostrei as minhas canetas Paper mate kilométrica. Tenho rosa, roxa e azul. Acho o design delas muito fofinho e são baratinhas, custaram R$1,25 cada. Quando comprei todas tinham um cheirinho gostoso, mas agora já não sinto mais o cheiro.

A caneta laranja da segunda foto é da Faber Castell, comprei por R$ 0,90. Mas achei a cor fraquinha.

Na terceira foto, eu mostrei outras coloridas que eu tenho, mas elas já estão velhinhas, os escritos sumiram e eu não lembro a marca. Era um kit com 4 cores, vinha uma laranja também, mas ela já acabou.




Esses lápis são todos da Faber Castell. Os três da direita são os mais novos, eles são metalizados e comprei por R$ 0,85 cada. Deixei outra foto só para mostrá-los, para vocês perceberem melhor o acabamento metalizado dele. Os outros já são mais antigos, no formato triangular e eu não lembro o valor pago.



E por último, mas não menos importante, estão os prendedores que uso para as minhas folhas cujo nome eu esqueci haha. Vi e achei fofinho, até então só tinha encontrado preto. Paguei R$ 0,50 em cada um dos coloridos. Os pretos são mais antigos e não lembro do valor.


Comprei todos esses itens na livraria da UFV, aqui em Viçosa (MG). Só as canetas sem a marca e as lapiseiras que foram em outros lugares.

E vocês, também tem compulsão por comprar itens de papelaria? Do que gostam mais?

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E como era um desafio do United Blogs, deixo aqui o link dele e das postagens das participantes:

quinta-feira, 8 de março de 2018

Resenha - O Incêndio de Troia


Livro: O Incêndio de Troia
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora: Imago
Páginas: 517
Duração da leitura: 3 dias
Avaliação: 💛💛💛 (3/5) 

O livro da Marion Zimmer Bradley teve inspiração na Ilíada de Homero, que retrata a Guerra de Troia. A história é focada na vida de Kassandra, irmã gêmea de Páris e sacerdotisa do Templo de Apolo. 

Kassandra é uma princesa que desde pequena tem visões sobre o futuro e consegue partilhar a mente de seu irmão Páris, que foi exilado de Troia por causa de uma previsão em que causaria a destruição da cidade. Justamente por essas visões, os pais a mandam para sua tia Pentesileia, uma guerreira amazona que a ensina tudo sobre guerras e sobre como as mulheres deveriam ser independentes.

Após um tempo vivendo com as amazonas, ela volta para sua família e o Deus Apolo a reclama como sacerdotisa. Sendo assim ela deve ser uma virgem prometida ao deus. Durante a história ela se recusa a deitar com ele e é amaldiçoada. Todos irão desacreditar em suas profecias e ela será obrigada a ver a destruição de Troia sem poder fazer nada. E essa maldição foi uma das coisas que mais me irritou na história. Ela fazia uma previsão, acertava e aí o pessoal começava a pensar assim “por que não acreditamos nela?”, aí passa algum tempo, ela faz uma previsão e ninguém acredita nela de novo. A história vai assim do início ao fim e eu tive muita vontade de socar os personagens por isso. Na verdade Eneias e em alguns momentos, Heitor, acreditavam nela.

Além disso, Kassandra tem outra desavença com o deus. Durante o tempo em que vivera com as amazonas, aprendera a ser uma pessoa de espírito livre, pois era assim que a Grande-Mãe, deusa das amazonas, desejava que as mulheres fossem. E ao chegar ao templo de Apolo, ela tem que viver rebaixada e se submeter aos desejos do deus.

Quando volta, conhece Páris, que acaba de ser reconhecido como filho legítimo do casal real Hécuba e Príamo. Por medo de perder sua posição como herdeiro do trono, Heitor faz com que seu irmão vá a Esparta em uma missão de paz, de onde volta com Helena. Helena não é a tirana que conhecemos, é uma boa moça apaixonada por Páris que foge com ele para viver o seu amor. Ela se torna amiga de Kassandra apesar de a mesma não ter gostado de Helena quando ela chegou a Troia e ter implorado a seus pais que a mandassem de volta para Menelau, seu marido.

Justamente pela fuga de Helena, os akaios se reúnem e proclamam guerra contra Troia. Após anos de guerra e fúria dos deuses, Troia chega ao seu fim.

Primeiramente tenho que dizer que a escrita da Marion me agrada muito, já li a série As Brumas de Avalon e adoro esse foco que ela dá aos personagens femininos. A leitura flui e se você tiver tempo acaba lendo em pouco tempo, apesar de o livro ser grandinho.

A história teve vários pontos positivos, como por exemplo, o romance de Eneias e Kassandra. Eu aguardei ansiosamente até o momento em que isso iria acontecer, desde a parte em que Eneias vai conhecer sua esposa e acha que a mesma é Kassandra e ela diz que se casaria com ele, se a irmã não fosse a noiva e ela fosse prometida a Apolo. Como ela é um espírito livre, se ela disse que casaria, é porque na certa ia surgir um romance.

Mas também teve pontos negativos como o final. Eu simplesmente não consigo aceitar que o fim de Kassandra seja o mesmo que eu li. Ela sofreu tanto durante a guerra e principalmente depois, de uma forma que eu esperava outro fim pra ela. Algo mais feliz e amoroso, mas não é isso que acontece.

De qualquer jeito, não posso reclamar do fim já que este provavelmente foi o fim dela mesmo. Todas as histórias dela que vimos até hoje, são apenas histórias. Já Marion fez toda uma pesquisa baseada em provas arqueológicas, ou seja, grande parte de sua história, ou pelo menos o final, é fundamentada na verdade.

O livro perdeu pontos comigo por causa do final, que como disse eu não gostei e também, porque está cheio de erros ortográficos, como por exemplo “cazamenos” e “mostros”, nas páginas 168 e 53. É o primeiro livro que leio e encontro problemas desse tipo. Fora esses detalhes, o livro é muito cativante.

E você, já leu o Incêndio de Troia? Se sim, me conta o que achou!

domingo, 4 de março de 2018

52 semanas - semana #17



O tema dessa semana é "Personagens cuja vida eu gostaria de viver por um dia" e ao contrário do último tema, que você pode conferir aqui, este foi muito fácil, visto a quantidade de personagens de séries e livros que eu amo. Para você que não sabe o que é esse desafio eu explico: é um desafio em que semanalmente há um tema e deve-se falar sobre ele, citando 5 itens relacionados ao tema. Para conhecer um pouco mais sobre o desafio e sobre mim, visite os posts anteriores.

Buffy Summers. A Buffy é a personagem principal de Buffy the vampire slayer, uma série sobre uma caçadora de vampiros. A diferença desta série para qualquer outra que retrata sobre vampiros é que Buffy não se trata apenas de demônios no sentido literal da palavra, mas sim dos demônios da vida real: adolescência, primeiro amor, luto, preconceito, bullying e muitas outras situações difíceis pela quais naturalmente passamos na vida. Nessa série vemos a mocinha loira, que é a primeira a morrer nos filmes de terror, se tornar forte e com a ajuda de seus amigos se tornar a responsável por salvar o mundo inúmeras vezes. E mesmo sendo uma série de 1997, é muito atual e trata de temas em discussão até hoje, como a homossexualidade. É por isso que se tornou uma das minhas séries favoritas, que faço questão de rever sempre que posso. Buffy é forte física e emocionalmente, além de ter amigos incríveis e uma família amorosa. E é por isso, que gostaria de viver a vida dela por um dia.

Hermione Granger. Harry Potter é um dos meus livros favoritos e eu também gosto muito dos filmes, acredito que sejam bem fiéis aos livros, quando comparados com outros filmes que se originaram de livros. A Hermione é uma garota inteligente e a inteligência é uma característica que eu mais admiro nas pessoas. Além disso ela é uma garota leal e tem uma vida cheia de aventuras.

Blair Waldorf (série). Ela é uma garota popular corajosa, engraçada e inteligente, que possui um lado esnobe, mas que conquista a maioria dos espectadores de Gossip Girl. Ela é conhecida como Queen B, conseguindo sempre o que deseja e também conhecida por seu vestuário. Confesso que a série não é exatamente o meu tipo preferido de séries, eu prefiro séries policiais e sobrenaturais, mas a atuação da Leighton Meester fez com que eu me apaixonasse pela Blair e sim, eu gostaria de passar um dia vivendo sua vida, ao lado de Chuck Bass.

Capitão Jack Sparrow. Eu sou fã de Piratas do Caribe desde os meus onze anos e eu não poderia fazer uma lista dessas sem incluir o personagem responsável por iniciar essa paixão por piratas. Jack é um cara desengonçado e abusado, mas que possui um bom coração. Adoraria viver alguma de suas aventuras e sair navegando por aí.

Bones/Temperance. A inteligência e beleza dessa mulher são hipnotizantes e por si só já explicariam meus motivos para querer ser ela por um dia. Mas o que realmente me conquistou é sensibilidade dela por trás disso. A Bones tem um coração enorme, é uma grande amiga e uma super mãezona. Além disso, quem não iria querer um Seeley Booth? (que a propósito é interpretado pelo David Boreanaz, que interpreta o Angel, de Buffy e de sua própria série).

E vocês, também gostam desses personagens? Qual personagem gostaria de ser por um dia? ME CONTA!!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Filmes de janeiro

Janeiro foi um mês relativamente movimentado para mim, quando se trata de filmes. Quem me conhece sabe que eu prefiro muito mais acompanhar uma série do que assistir filmes, então atingir a marca de 3 filmes em um mês, é um número alto para mim. Mas como neste mês eu e minha irmã tivemos férias juntas, assistimos três filmes: Amor.com, Casa Comigo e O Mínimo para Viver. Vamos conferir o que achei de cada um?


Em Amor.com, Katrina, vivida por Isis Valverde, é uma blogueira de moda e beleza muito conhecida em todo o país. Já Fernando (Gil Coelho) é um youtuber de games que ainda está começando a criar seu público. Eles se conhecem por acaso, quando Katrina tem fotos nuas vazadas e Fernando se dispõe a ajudá-la. Aos poucos, os dois vão se apaixonando e se veem em um relacionamento. Devido à relação com Katrina, Fernando começa a fazer sucesso na internet, mas as diferenças entre os dois começa a falar mais alto que o sentimento entre eles.

O filme não é exatamente o que eu esperava. Por se tratar de uma comédia romântica, acho que falhou quando se tratava de comédia. Soube explorar bem o romance dos dois, mas não conseguiu tirar grandes risadas de mim. O ponto alto do filme foi a mensagem que ele quis trazer e que acho que  é o que tem faltado muito na internet hoje em dia: ser você mesmo. Nessa busca por reconhecimento, seja através de blog, Youtube, Instagram ou qualquer outra rede social, muitas pessoas estão se passando por pessoas que não são, apenas para atrair números. E eu acho isso muito errado. 

Apesar de ser um filme cheio de clichês, achei um romance gostosinho. O casal principal tem uma química legal e o filme traz consigo uma mensagem importante.


Casa Comigo? conta a história de Anna, uma americana que está completando 4 anos de namoro com Jeremy e acredita fortemente que será pedida em casamento. Porém, o pedido não acontece e ela  aproveita que é um ano bissexto e seu namorado tem uma viagem de trabalho para a Irlanda, para seguir uma tradição irlandesa: no dia 29 de fevereiro, uma mulher pode pedir um homem em casamento. Chegando no país, após diversas dificuldades, ela contrata Declan para levá-la até Dublin, onde ela encontrará Jeremy. Após um breve convívio com o rabugento Declan, ela sente seu coração dividido.

Este também é uma comédia romântica e ao contrário do anterior, conseguiu tirar boas risadas de mim. Logo no início de sua jornada para Dublin, vemos Anna destruir um quarto de hotel inteiro e acabar com a energia elétrica de todo um vilarejo. O que falta de bom senso a atenção nela, sobre de diversão e ingenuidade. E Declan é um cara centrado, que apesar de ser rabugento e mal-humorado,  esconde um romântico dentro de si.

Como uma boa fão do trabalho de Amy Adams só tenho a dizer que gostei muito da atuação dela e da química do casal.


O Mínimo para Viver é um filme original Netflix, que retrata a história de Ellen, uma jovem anoréxica. Sua família está cansada de vê-la contando as calorias de tudo que consome e desmaiando por aí como resultado de sua alimentação restrita. Assim, seus familiares decidem submetê-la a um tratamento em uma clínica de reabilitação, que nada mais é que uma casa onde outros pacientes também tentam se curar. A clínica tem apenas uma regra: nos momentos de refeições você pode comer ou não, desde que você fique sentado à mesa durante todo o tempo. Quanto mais comer, mais pontos faz e pode trocar estes pontos por atividades como passeios fora da clínica. Ali, Ellen inicia uma jornada de autodescobrimento e cura.

Eu não entendo muito sobre gatilhos e o que as pessoas que tem a doença poderiam sentir ao ver o filme, mas achei tudo muito bem retratado. Apesar de ter sido realista e mostrado as faces da anorexia, eu não achei o filme pesado e acredito que serve como um alerta à sociedade sobre os rumos que essa doença pode ter.

Eu só achei que pecaram e muito na construção do Luke. Ele é um dos pacientes da clínica que se apaixona por Ellen e parece que o tempo todo só a enxerga como "uma escada" para sair do fundo do poço (que seria a doença). Eu nenhum momento ele pareceu realmente preocupado com ela, apenas consigo mesmo e eu acho que faltou ele perceber que suas atitudes só estavam piorando o estado dela. O filme acaba sem mostrar se ele evoluiu nesse sentido e isso pra mim foi uma falha.

O filme mostrou a feiura da doença e os riscos causados por ela. Acredito que cumpriu seu papel de alertar sobre transtornos alimentícios. E Lilly Collins teve uma atuação impecável nesse filme.

E você, já assistiu algum desse filmes? Se sim, me conta o que achou!
Caso contrário, saiba que todos estão no catálogo da Netflix!